Simone Weil

(1909–1943), nasceu em Paris, no seio de uma família judia agnóstica. Com 22 anos, ensina filosofia no liceu de uma cidade mineira francesa, acompanhando o exercício do magistério com a militância no movimento sindical, até ao momento em que decide viver com os cinco francos por dia dos empregados, entregando o seu ordenado à caixa dos mineiros. Mais ainda, torna-se operária anónima e testemunha da servidão imposta pela técnica, da coisificação do homem e da aniquilação do pensamento na produção de mercadorias.
Filósofa, mística, pacifista, anarquista, ativista da resistência francesa, Weil foi uma das mentes mais brilhantes do século XX, «o único grande espírito do nosso tempo» (Camus) com «um coração capaz de bater pelo universo inteiro» (Beauvoir). Cansada e doente, provada pelos inúmeros sofrimentos a que voluntariamente submetera o seu corpo, numa tentativa de extrema comunhão com os pobres e com Deus sempre perseguido, Simone Weil faleceu com 34 anos no sanatório de Ashford (Reino Unido). Torna-se absolutamente impossível traçar um perfil exaustivo desta personalidade transbordante. Recomendamos o livro Simone Weil _ Mística de fronteira (2016) de Maria Clara Bingemer, publicado por Paulinas Editora.

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