A Noite do Confessor

16.99

A fé cristã numa era de incerteza

Em Tomáš Halík encontra-se uma rara combinação de inteligência com o invulgar compromisso de não trair nunca o genes que nos une a todos, crentes e não-crentes, como filhos de Deus. Essa combinação, que é uma constante, confirmada num dos seus últimos livros – Paciência com Deus (3.ª edição, publicado por Paulinas) – constitui uma poderosa chave de leitura do humano nas suas complexas e tantas vezes paradoxais inter-relações. Halík costuma retirar-se, sempre que decide verter em escrita as reflexões que lhe suscitam as suas experiências do mundo. Como ele próprio diz: «cada um dos livros que escrevi na solidão estival de um eremitério é de um género diferente, mas todos eles têm algo em comum: sempre foi minha intenção partilhar a experiência decorrente de diversas áreas da minha atividade e por isso também, segundo outra perspetiva, ajudar a diagnosticar o ambiente do tempo presente». No caso vertente, A noite do Confessor, fala-nos não tanto da sua experiência como confessor, mas mais, do que essa auscultação lhe faculta como inquirição do mundo como espaço humano da fé num querer marcado de fragilidade. «A fé de que se fala é paradoxal por natureza – diz-nos Halík. – Temos, portanto, de usar paradoxos para escrever sobre ela com honestidade e de modo não superficial, e só a podemos viver como um paradoxo. (…) Gostaria de meditar sobre esses mistérios da fé – bem como sobre muitos problemas do nosso mundo, iluminados por tais mistérios – com a ajuda de duas pistas – duas afirmações paradoxais: “Ao homem é impossível, mas a Deus tudo é possível”; a segunda é de São Paulo, “pois quando sou fraco, então é que sou forte”.»

Críticas de Imprensa:
«É um paradoxo: apesar de apostarem na dúvida e incertezas da fé, os livros de Halík ajudaram-me a dar dois ou três passos na direção do deserto.»
Henrique Raposo, cronista do semanário Expresso

«A noite do confessor é um livro provocador sobre “a fé cristã numa era de incerteza”, que só deixará indiferente quem não tiver coragem de o ler com honestidade.»
Nuno Tovar de Lemos, padre jesuíta

«Lê-se com prazer este livro, com notas inesperadas de um humor amadurecido. É fruto do percurso espiritual de quem não abdica da cultura que criámos, da racionalidade, da individualidade e do corpo como “missão” a construir, quando nos convoca à esperança.»
Cristina Fabião, psiquiatra, professora na Universidade Católica

Peso 420 g
Dimensões (C x L x A) 14 × 21 cm
Ano

2014

Edição

1

Encadernação

Capa Mole

ISBN

978-989-673-363-6

Páginas

336

Quantidade Miníma

1